#WG – Historicidade

1) Receber a pessoa.
Ouvir os assuntos imediatos.
O que fez ela vir aqui?
Normalmente querem apontar sintomas, emoções, e querem resolver isso.
Há pessoas que contam rápido, são mais resumidos. Outros mais confusos.
O importante é não falar no lugar dela. Tem que garantir que a fala seja feita com o máximo de originalidade. Observe jeitos, roupas, gestos, movimentos, roupa. Tem que evitar sedução direta ou indireta. Oferecendo chocolate para diabéticos e nem inferindo para chegar na dor.

2) Apresento a metodologia.
Explicar que a filosofia clíncia tem dois momentos básicos.

PRIMEIRO MOMENTO é o de APRENDIZAGEM.

Pois é uma pessoa única, e não pode confundir com outra.
Não usamos mapeamento, diagnósticos, teorias psicológicas ou filosóficas prontas.
Não usamos modelo de mente, esteriótipos de personalidade, tipo: você é do tipo assim…segundo a teoria e testes psicológicos você funciona de tal maneira, você tem um certo grau disso ou aquilo.. enfim. Não usamos nenhuma classificação de ordem psicopatológica sobre o julgamento do outro.
Ao explicar isso, geralmente há uma surpresa agradável. Pois há muitas pessoas que sofrem muito com diagnósticos fechados, com reducionismos, como se a identidade dela passasse a ser um adjetivo, uma característica, medica, psiquiátrica ou uma patologia qualquer. Essa liberdade em não ser julgado ou condenado, causa uma empática quase que instantânea.

Nesse momento é importante levantar se a pessoa está tomando algum remédio, para ver isso pode interferir ou não no comportamento, nas suas descrições e um pouco na vida dela.

Continuando a explicações, digo que o
SEGUNDO MOMENTO são as DEVOLUÇÕES.
Depois de ouvir, interpretar, analisar e chegar com possibilidade de prática terapêutica de modos de ação e efetivação naquilo que vai fortalecer a pessoa diante da vida, então é possível orientar, ajudar. Agora com conhecimento de causa.

Durante os dois momentos vou me ocupar em analisar.
E criar laços e afetos, de amizade com a pessoa, de empatia, de acolhimento.
Uma amizade sem jogos, mas de “conte comigo”.
Digo para a pessoa também, que não é o dinheiro que vai fazer ocorrer uma maior qualidade do meu trabalho.
Digo para a pessoa que essas duas coisas estão desassociadas.
E minha tarefa é ajudar a erguer-se para seguir melhor em sua caminhada.

INICIO DA CLÍNICA

A) Solicito uma visão panorâmica desde as suas primeiras lembranças até o dia de hoje.
Isso é impossível em 40, 50 minutos de terapia.
Mas, pegamos por dados divisórios.
Se uma pessoa gasta 50 minutos para falar dos 30 anos de vida, posso usar o mesmo tempo, mas para um segmento menor, tipo.. dos 20 aos 30. Então a pessoa vai ter mais tempo. Teremos mais riquezas, detalhes e quem sabe mais queixas.Faço isso até ser suficiente. A pessoa vai falando muita coisa.

HISTÓRIA X HISTORICIDADE


O importante para mim, NÃO É A HISTÓRIA DA VIDA DELA e sim a HISTORICIDADE.
HISTORICIDADE é a interpretação que a pessoa dá a sua história.
HISTÓRIA são dados biográficos.

Se a pessoa mentir, essa mentira entra na historicidade. Você pode mentir um ambiente, sobre uma emoção, sobre um título.
Pode mentir sobre uma situação. Mas não vamos atrás disso, pois são dados biográficos e isso “não existe”, em outras palavras, ao olhar do filósofo, não é existencial. E o que é existencial é a forma que ela conta a sua história.

Vamos conversando até que a pessoa demonstre a TAUTOLOGIA SEMÂNTICA.
Isso é.. uma repetição do significado. Depois que ela conta uma visão panorâmica, com divisões baseadas no estilo de cada pessoa (pode ser por data, por evento (casamento, filho, casa, carro, apartamento.. coisas que dão uma ideia de conclusividade ou completude do discurso).
Chega um momento que ela repete( “eu já disse isso, isso você já sabe”). OU seja, a pessoa não tem mais nada para falar.
Não pela falta de informações, mas na perspectiva dela, o essencial que ela acha. Quando ela chega ao ponto da tautologia semântica, as coisas se repetem, mas não há muito conteúdo.

B) Feito essa abordagem, começamos a fazer os ENRAIZAMENTOS.
Algumas pessoas demoram muito tempo para chegar nisso. Umas 4 meses.
Um enraizamento é uma pergunta para responder questões do filósofo clínico e não do partilhante.
Que são dúvidas, aspectos que precisam ser melhor pontualmente investigado.
Somente aqui que faço intervenções com interesse da minha perspectiva, tipo: “você disse que 3 filhos, me fala do segundo na quele dia que ele quebrou o copo e disse que ia sair de casa”. o FC está direcionando a fala.
Se falo “o que sentiu na hora?”, irei direcionar para o aspecto emocional, não direciono para o corporal, nem valores… vou direcionar sempre segundo minhas intuições, minhas interpretações, e também dos aspectos contraditórios, vagos e imprecisos que preciso resolver.

Exemplo: uma moça disse que saia escondido e ia para o motel com o namorado. Depois morou com outro rapaz. E para uma terceira pessoa ela falou… foi a primeira pessoa que beijei. Então O FC pode perguntar “o que é isso” sem trair a perspectiva dela, para buscar o que é importante.

PARTILHANTE

O nome partilhante é poque a pessoa partilha conosco um pouco da caminhada da vida.
Não é paciente e nem cliente.
Com base em Michel Foucault/ Jorge caminham (filósofos da área da saúde), paciente é uma ênfase à doença, a passividade do outro como um objeto. No campo da clinica médica se tornou (na modernidade) se tornou uma coisificação do outro. Já não olha para a pessoa como pessoa, mas como pessoa enferma. A enfermidade passou a ser tratada pelos enfermeiros(os cuidadores), e o oe médicos passaram o aspecto da clínica e passaram mais atentar para o aspecto da teoria da verdade, nos seus conceitos. E isso aconteceu no século XVII quando o hospital foi transformado em escola. Os pacientes passaram ser objetos de estudo e analise do médico. Antes o médico cumpria o papel de enfermagem. Mas houve essa separação, surgindo aí o papel do enfermeiro, a partir do distanciamento. O médico tinha uma sabedoria espiritual, moral, no intuito de curar os outros. mas depois depois nasce uma busca pela verdade em que os afetos foram descartados pela academia medica. É comum ver médicos olhando o problema no joelho, sem citar o nome dele, falando dos pedaços dele… e não ela como um ser humano. A pessoa é reduzida com objetos de pesquisa e seccionada. Evitamos assim o termo paciente.
Evitamos o termo CLIENTE, pois esse termo está associado ao DINHEIRO.

AUTOGENIA – Neologismo de Lúcio Parkter.
Palavra que nasce da química, da fusão de elementos moleculares que faz nascer novas conjunções.
Mistura intrínseca de fenômenos que eram tratados anteriormente como isolados.

Exemplo: uma emoção é diferente de uma sensação físico-sensorial.
Podemos nos emocionar sem manifestar no corpo nenhuma linguagem de afeto.
Mas, pode ter gente que pode se emocionar com um toque físico.

A vida é uma mistura de fenômenos que vamos identificar nas questões fundamentais e determinantes da pessoa. Temos que montar essa autogenia, que é uma maneira própria e única de viver da pessoa. Depois de montar a autogenia da sua EP e diante dos assuntos imediatos e questões mais profundas, podemos aplicar, compreender e investigar e efetivar sob de atuação. Ou seja, modos submetidos a subjetividade do outro. É o seu jeito de viver bem ou viver mal isso. Vou aprender com você, reorganiza novas possibilitardes de existência, para a prática em consultório.

ESTRUTURA DE PENSAMENTO

Depois que estudamos as 5 categorias de percepção, vou apresentar a ideia da EP.
EP subjetiva única para cada pessoa.

A fala clínica (coleita da historicidade pelo partilhante) em nada deve ser pareado.
Pois não há um direcionamento para a saúde.
Não é uma anamnese médica. Não dá diagnostico de patologia e outros similares.
Nem pode chamar o partilhante de desequilibrado.

Se a pessoa coça a cabeça, respira muito, pisca, gesticula… isso não importa muito.
Mas quando existe um padrão de repetição, de ênfase, localizamos um modo contínuo de ser.
Cada um, pode ser reconhecido por conta de umas características do seu modo de ser.
Essas características são tendências de ser.
Se a pessoa coça a cabeça, parece que é um signo linguístico que a pessoa está preocupada.

NA FC não usa nenhum modelo de linguagem de corporal.
Cabeça para o lado, prota o peito para frente… isso não é fundamental.
Mas se existe um padrão, o FC registra.
NA FC não estamos atras de fenômenos psicossociais.
Não interpretamos cultura, mas o único de cada pessoa.
E mesmo que a pessoa use seu corpo, iremos pensar em cima da autogenia.

OUVIR É FUNÇÃO DO OUVIDO.
ESCUTA, É DA ALMA.

Essa escuta é de inteligência, de interpretação.
E isso é.. não silenciar com os nosso modelos de julgamento.
a Escuta filosófica é uma escuta epistemológica, uma escuta ancorada com investigação fundamentada nas verdades do outro.
Se eu entendo que pessoa x tem certa característica, eu tenho que justificar isso na Filosofia Clínica.

Se eu atendo uma pessoa, e ela vai buscar outro filósofo, eu posso passar para o outro filosofo clinio a EP que já identifiquei. Atenção… eu não escuto a historia, mas pela historicidade eu escuto o modo de ser da pessoa.
E terei razão para comprovar (não obsolutas) para dizer que isso é verdade.

Para tirar o título, tem que gravar do início ao fim um atendimento.
Com indicativos de submodo que ajudaria a pessoa a ficar bem.
Isso vai ser submetido a um conselho.

2 ASPECTOS DA ESTRUTURA DE PENSAMENTO

1) Filosófico – (ou epistemológicos) onde vamos entender as categorias perceptuais do outro.
Os modos de linguagem de percepção da realidade o outro. Ele fala com o que? (razão, corpo, valores, sentimetos, expressividades) qual a caracteristica fenomenologica ou classificação do discurso da pessoa?

2) Características psicológicas ou empíricas – Se a pessoa é muito emocional, como aspecto muito importante para ser classificada, iremos identificar emoção como categoria epistemológica cognitiva. Ela entende, atua, expressa e traduz o mundo pelas emoções na sua identidade pessoal.
Então essa EP (sobre o aspecto epistemológico (1) ) tem o afeto/emoção nesse contexto.
Quanto ao aspecto psicológico (2), analisamos: que emoções? A pessoa pode se emocionar coma roupa que usa, outra coma fé que tem, outro com o cheiro.

A EP (do ponto de vista fenomenológico) será visto dos efeitos para a causa. Das aparências para a essência. E não o inverso. Se partir a interpretação do outro a partir da essência, iremos afirmar (no campo da filosofia) o que chamamos de ONTOLOGIA. Eu afirmaria, “essa pessoa é assim”. É como pensar via Thomas Robes “O homem é mal por essência. O homem é um bicho, um lobo. Ambos não há distinção entre eles. Mas o homem tem a razão e pode melhorar a sua condição de bicho”.
Essa interpretação é diferente da interpretação de essência de Jean Jaques Russo, que é uma visão mais cristã: “O homem não é mau, ele ficou assim por causa da sociedade e compete a sociedade mudá-lo.”. Nietzsche diria “O homem é pulsão.” Lacam (um dos maiores discípulos de Freud) ele diria “o homem é o tubo entre a boca e o corpo”. Embora isso diga muito, sobre muitos e quem sabe a maioria, isso jamais explicará Francisco de Assis. Mas é uma interpretação válida. No caso, não é uma isolada o qual a FC busca.

Então, como entendo você, se caso existe uma essência? Como não sou Deus, eu vou interpretar você pelo o que vc me diz em sua linguagem. Vou analisar seu discurso e sua manifestação do mundo. E a partir do que vejo é que vou julgar.

GRÁFICO PARADIGMA EM ESPIRAL

O outro parte de sua essência e vai se manifestando com amplidões diferentes no mundo que vive o seu jeito de ser. Misturando cada vez mais o seu próprio jeito com o mundo.
Sempre que entrarmos na EP, como características do discurso de uma pessoa, faça a divisão em 3 GRAUS DE INTENSIDADE.

1) CARACTERÍSTICAS DETERMINANTES – (são inegociáveis – alteram profundamente, com gravidade, com sustento e equilíbrio qualquer sinônimo que damos diante da vida)
Maria Jose: Falar sem parar.
Nesse caso, é uma pessoa de muita manifestação da oralidade. Isso é essencial. Se ela perder isso, não é ela, é outra pessoa.
Determinante não quer dizer que não mude, mas isso é pouco provável, pois são características que definem a sua estrutura subjetiva de definição “eu sou assim”.

2) CARACTERÍSTICA IMPORTANTE – É cambiável. Se algo é importante, vc pode troca.

3) ASPECTOS SUPERFICIAIS – Pouco valor. Ainda que seja intenso e forte na aparência. Exemplo: chora de doer o coração. Mas isso não define a pessoa. A pessoa simplesmente está chorando, mas não é chorona. Tem gente o choro é uma linguagem importante. Para outras não.

EIXOS EPISTEMOLÓGICOS (usados para investigar da historicidade):

1) FENOMENOLOGIA – EU FAÇO O MEU CAMINHO, DIRIJO A PRÓPRIA VIDA.
análise de elementos de composição, segundo o partilhante. Exemplo: Pessoa se manifesta de uma forma aqui, outra acolá, todas as características tem contextos.

Temos que separar, analisar. Analisar é separação, fragmentação. Exemplo 01: pessoa se emociona com a presença de uma pessoa, e de outras não. Exemplo 02: pessoa se emociona mais pela manhã do que pela tarde. Tem gente que é mais ativa a noite, em determinadas horas. Só a razão, só a emoção. E por ai vai.

Então faço ligações com tempo, afetos e a presença de determinadas pessoas: isso é uma composição. E isso eu registro. Até então encontrar um padrão. Na fenomenologia, vamos atras do EU (eu faço isso, eu penso assim, eu escolho). Temos que ir em busca da vontade da pessoa. Pois é ali que podemos mudar alguma coisa. 

2) ESTRUTURALISMO – QUANDO O CAMINHO ME ESCOLHE E ME EXCLUI, POR LEIS DE AFINIDADE.
Estudar estrutura de composição sistêmica da pessoa observada. Os padrões, paradigmas ou modelos da estrutura de pensamento, de relacionamentos em que a pessoa está inserida. O invés de ver a pessoa de dentro para fora, vou ver em um contexto muito maior do que ela, o qual ela é apenas inserida. Nesse sentido, eu estudo o meio(não é o meio físico) específico. Nessa visão, vemos características em que parece que não é a pessoa que dirige a própria vida, mas e o curso em torno dela que tem maior força de determinação para conduzir a sua vida. Como se a via quisesse ensinar-lhe algo.
Como se, no contexto que ela se encontra, nos padrões associativos dos meios que ela se relacionada (pensamentos, sentimentos, emoções, sociedade e etc) ela irá refletir nesse nível. Nesse caso, se a pessoa fala “ah, mas eu não quero ser assim”, então você tem que mudar de meio. Pois o meio que vive alimenta as emoções, sentimentos, pensamentos, comportamentos. Nesse caso a pessoa está inserida numa TEIA paradigmática de modelos de condução. E vamos estudar, pelas as características e condição do mundo, como a pessoa pode modificar. Quem sabe indo para uma condição melhor do entorno, ou quem sabe até mudar o conceito de realidade.

Imagine se tenho dois vizinhos. um copo e uma mesa. Então, pelo aspecto físico, vou me localizar em um ponto favorável.
Imaginemos outro aspecto, como eu me localizo em termo de emoções? Vou localizar pessoas, filmes, afinidades que emotivamente estão em meu entorno. No tópico 29, matemática simbólica, iremos investigar o universo de afinidade que estamos em vizinhança. E ai, podemos mudar essas vizinhanças. Se a pessoa mudar a vizinhança, a pessoa estará em outro estado alterado da consciência.

Temos então… do eu para o mundo. E do mundo para o EU. Na tradição da história acadêmica são arqui-inimigas (ou é fenomenológico ou é estruturalista), na FC usamos ambos os eixos para cuidar do outro em sua busca de ajuda na terapia filosófica. Iremos ver paradigmas mecanicistas, racionalistas, espiritualistas.

O QUE É A CONSCIÊNCIA, EXISTÊNCIA, ALMA, EU, MENTE.. QUALQUER COISA SINONÍMIA DE EU ?

O partilhante vai manifestar a sua linguagem. Ele vai falar não apenas aquilo que racionalmente está falando.Exemplo: Eu posso falar que não gosto de você e acredito, mas o meu corpo me trai.
O FC se afasta do inconsciente (pulsões e instintos). Nós trabalhamos com o inconsciente fenomenológico, ou seja, é uma consciência fora de foco. Você sente o seu pé, mas agora não estava lembrando disso, mas continua sentindo.

Nem tudo que o partilhante fala, é percebido ou bem traduzido ou sabiamente bem traduzido pelo filósofo clinico. Se a pessoa fala com uma emoção e o FC é emotivamente muito fraco nas percepções de mundo, a a pessoa fala muito e o FC vai perceber POUCO. Se as minhas emoções são confusas em termo cognitivo (não sabe a pessoa está rindo, chorando, debochando, se gostou ou não gostou) será que a pessoa não se comunicou direito ou o FC não tem filtros para perceber isso com clareza ?


Se FC aumentar superlativamente a escuta categoria, fenomenológica, epistemológica por exemplo. Nesse caso, o terapeuta está buscando exercício para melhorar a capacidade psíquica de raciocínio e conclusão. Se for atender uma pessoa que tem um pensamento rápido, o FC estará apto a terapeutizá-la pelo viés de linguagem do outro. Então se o partilhante é mais inteligente, essa terapia não será possível. O FC vai se perder nos truques e na artimanhas que o outro vai criar.

Se a minha capacidade logica for maior, terei mais condição de ajudar.

Outro aspecto..


Uma pessoa fala e outro entende pelo viés racional, mas isso não é o que move a força existencial da pessoa. Imagine o modo epistemológico das emoções. Digamos que o partilhante apresente um elevadíssimo grau de delicadeza e generosidade. Se o FC não tiver essa capacidade, a pessoa vai falar e o FC não vai desenvolver. Se acontecer o contrário, o FC form mais generoso, então vai aparecer de forma diferente.

Imagine um FC que toca piano e o FC não sabe nada disso.
Então a clinica fica impedida, ou limitada.. e necessariamente estará condicionada suas percepções.
Então o FC tem uma obrigação ética na vida, para ser profissional, de desenvolver suas percepções nos laboratórios quotidianos toda hora, todos os momentos da vida. Não pode querer ser atento à vida no espaço do consulto rio. É como querer levantar 100 kg sem passar a vida toda exercitando na academia para quando precisar. Então é preciso estudar, ler, ver filmes, se achar um aspectos mergulha. Todos os tópicos. Isso precisa, sempre, ser desenvolvidos pelo FC.

Um partilhante vai fazer uma clinica muito melhor com um FC que tenha noção de musica.
Mas, ainda assim, digo que é uma pessoa que lida com sons, e algumas musicas atrapalham.
Nesse caso, eu que não sei de nota, irei investigar sobre meus pontos. Mas pode discordar do gosto sensorial, mas mesmo não gostando, o aspecto cognitivo epistemológico é o mesmo.

CADA TÓPICO DA EP DEVE SER INVESTIGADO EM 4 CARACTERÍSTICAS

1) ASSUNTO IMEDIATO – Tenho problemas de dormir, quero parar de fumar, queria memorizar.. são queixais que podemos anotar.
E depois comprar com os assuntos últimos (coisas mais profundas, questões mais fundamentais) que podem estar ou não associado aos assuntos imediatos.
2) PADRÃO EPISTEMOLÓGICO – Vou atras desse padrão de identificação fenomenológica do outro. Tipo.. em circunstância da vida bem semelhantes, ela repete o modo de ser. E essa repetição é anotada e registrada, para ver que essa pessoa tem um modo para ser respeitada. Essa pessoa sou eu, por causa. Isso é investigado desde a primeira consulta da historicidade geral/panorâmica até os enraizamentos.
3) DADO ATUALIZADO – Imagine a pessoa ser de um certo modo. E depois de uma certa idade, não é mais. Imagine uma pessoa ansiosa, e com o tempo não é mais.
4) LITERALIDADE DO DISCURSO – Tem que garantir o mais originalidade o que outro diz. Digamos, uma pessoa que fala que tem um cachorrinho. Isso pode ser uma carga emocional, e o “inho” pode significar algo. Tem que garantir a literalidade. As vezes tenho que até repetir, para garantir que é assim. jamais

E TODOS OS TÓPICOS, USAREMOS AS CATEGORIAS DE LOCALIZAÇÃO DA PESSOA NO MUNDO.

1) ASSUNTO – É o foco da narrativa. (Assunto imediato/ Assunto Último)
2) CIRCUNSTÂNCIA – Todos os elementos que dão enredo à uma história.
3) LUGAR – Comparação entre objetividade física do ambiente em torno e a subjetividade da interpretação. Como o ambiente físico é subjetivamente interpretado.
4) TEMPO – Cada um tem uma noção de tempo, e vive em um período(passado, presente, futuro)
5) RELAÇÃO – interseções/ vínculo (positiva, negativa, confusa, oscilante)